domingo, 13 de setembro de 2009

Chove ainda... em POrto aLeGre





Chove na tarde fria de Porto Alegre
Trago sozinho o verde do chimarrão
Olho o cotidiano, sei que vou embora
Nunca mais, nunca mais

Vitor Ramil


Ele mesmo cantou pra mim agora há pouquinho num teatro cheio.
Esse verso, como sempre entra como uma agulha gigante lá fundo,
e não entendo,
Fui eu quem escrevi esta imagem ?
.
Ares de milonga...
Uma dor pungente
Fria
Chuvosa
Só os povos daqui
em baixo do sul do país tropical
sabem
do cinza que nos envolve
.
Ruas molhadas, ruas da flor lilás
desde sempre molhadas
tao diferentes do sol banhando
os mares de cima
.
Guaíba deserto, barcos que não estão
o rio que é lago
marrom e solitário
guarda os pingos do inverno
sonhando em ser ele mesmo
.
o desejo é das mentes
que sonham a felicidade
onde o calor
traz sorrisos gratis
.
me vejo
trópica
solar
nascida em outro sonho
mais amarelo
mais verde mais azul
Mas é sempre aqui...
.
Também eu me transformo numa canção
Ares de milonga vão e me carregam
Por aí, por aí
.
Chove em Porto Alegre
frio

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